quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dor.


Ela era uma pessoa como nós somos. Amava. Dormia. Sorria. Dançava. Chorava. Mas tinha uma coisa diferente de todos nós, ela simplesmente guardava as dores de todos e a própria dor, para ela mesma. Ela estava se corroendo por dentro. Precisava de ajuda. A sua ajuda foi seu coração. Pois ela tinha amor, ela tinha família e amigos que a amavam.
Ele era uma pessoa totalmente diferente de todos nós. Se drogava. Bebia. Não sentia. Mas no fundo, ele simplesmente estava sentindo dor. Sentia a dor da exclusão da família, a dor de não ter atenção, a dor de não ser amado, a dor de não ter amigos verdadeiros. Somente seu amigo era ele e a solidão.
Os dois, são pessoas como todos, sentem dor, mas cada um se expressa de um jeito. E cada um tem os seus motivos por terem a dor na mente.
Os dois, ela era toda "perfeitinha" e ele o todo "drogado", mas um podia ajudar o outro a controlar a dor que sentiam, apenas com um beijo, um abraço, apenas com um olhar apaixonado, a dor passa, e todos os motivos pelos quais eles se sentiam daquele jeito era esquecido, mas apenas por alguns segundos ou até minutos e depois disso, volta tudo como era antes.

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